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PIB impede aumento
O Produto Interno Bruto (PIB, o conjunto das riquezas do País) brasileiro caiu 0,2% no ano passado. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A redução tira dos 60 milhões de trabalhadores brasileiros ativos e inativos as esperanças de aumento real no ano que vem. Eles ficarão só com a reposição da inflação. Isso porque o critério de reajuste do salário mínimo e das aposentadorias do INSS leva em conta a variação do PIB.
Segundo o diretor da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Antônio Graff, o anúncio oficial reforça a mobilização dos segurados do INSS pela aprovação de emendas à medida provisória que consolida o reajuste do salário mínimo este ano, que volta à pauta da Câmara dia 23.
“Sabemos que o aumento real no ano que vem será zero e pretendemos fortalecer nossas mobilizações. Tivemos 2,5% de aumento real este ano com o critério de 50% do PIB, ante 100% para o salário mínimo. A emenda que concede reajuste único pode não ser aprovada. Então, outra, mais viável, propõe 80% do PIB. Teríamos 4% este ano para suportar o baixo índice em 2011”, explica o sindicalista, que acredita na retomada das negociações para a concessão de benefícios sociais como compensação.
BENEFÍCIOS PARA COMPENSAR
“Estão em discussão bolsas de estudos, para que o governo patrocine formação universitária, cursos e ocupação do tempo do aposentado. Além disso, reivindicamos políticas de saúde diferenciadas para aposentados e idosos, com prioridade nas filas de atendimento e exames no Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz Graff. “O governo já acenou com nova política de medicamentos, cooperativas habitacionais, auxílio-alimentação e a volta do plano funeral, que já existiu e poderia ser retomado, com concessão de até R$ 2 mil”, completa.
O resultado do PIB é o primeiro negativo desde 1992 — início do plano Real — e reflete a crise financeira global. Mas os números brasileiros surpreendem, porque registram o quarto melhor resultado entre 20 países da América e da Europa. Para 2011, as projeções são bem melhores: crescimento de 6%.
Data Publicação: 12/3/2010 08:02:22
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